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  • ADRIANO TITO AMORIM ALMEIDA

Porque a cotação do dólar subiu tanto?

Entenda os fatores que levaram o dólar a subir nos últimos dois meses, e aprenda a fazer uma análise correta sobre a tendência no preço da moeda nos próximos meses.


Você está com passagem comprada para os próximos meses, e está em dúvida se compra a sua moeda agora ou se espera cotação cair? Esta tem sido uma dúvida muito comum dos clientes nos últimos dois meses, com a alta da moeda estrangeira.


É comum que as pessoas pensem: “vou esperar a cotação baixar”, como se fosse certo que a moeda irá cair até a data da viagem.


O que muitos não pensam é que a moeda pode subir muito mais, e o prejuízo em esperar pode ser ainda maior. Por isso, é importante saber os motivos que estão levando as cotações da moeda estrangeira a subir.


Assim, seguimos explicando as causas que levaram à recente alta da moeda estrangeira, segundo economistas dos principais noticiários econômicos:


PORQUE A MOEDA SUBIU TANTO?


De acordo com a análise econômica, a alta recente do dólar se deu por três razões principais:


  • Queda da taxa SELIC de juros;

  • Guerra comercial entre EUA e China;

  • Crise na Argentina;


Agora, vamos passar a discorrer sobre cada um desses fatores, e entender como eles influenciam no câmbio:


QUEDA DA TAXA SELIC DE JUROS


Esse foi o fator que iniciou a alta do dólar. Para entender como essa influencia acontece, o leitor primeiramente deve entender o conceito de carry trade:


De forma resumida, Carry Trade é uma aplicação financeira que consiste em tomar dinheiro a uma taxa de juros em um país e aplicá-lo em outra moeda, onde as taxas de juros são maiores.


As taxas de juros no Brasil historicamente eram muito altas. Por este motivo, muitos investidores tinham o hábito de tomar dinheiro emprestado em seus países, a juros baixos, e aplicar estes valores no Brasil, a juros mais altos, de forma a lucrar com a diferença entre a taxa de juros dos países.


Ocorre que, o Banco Central do Brasil decidiu que irá passar a diminuir a taxa de juros do Brasil


Portanto, o país começou a ficar menos atrativo para os investidores internacionais que faziam carry trade, e estes investidores resolveram tirar seus investimentos do Brasil para investir em países com taxas de juros maiores.


Esta movimentação de retirada de dólares do país ocasiona menos dólares em circulação na economia brasileira, e, portanto, aumento na cotação da moeda.


Já existe outra reunião do COPOM agendada para setembro, onde o Banco Central do Brasil vai decidir se diminui ainda mais a taxa de juros, o que provavelmente ocasionará um novo impacto nas cotações de moedas estrangeiras no mercado cambial.


GUERRA COMERCIAL ENTRE EUA E CHINA


Este assunto é ainda mais complexo: O Presidente dos EUA, Donald Trump, foi eleito sob o argumento que a balança comercial entre EUA e China estava desfavorável para os Estados Unidos da América, ou seja, os chineses estavam lucrando muito mais com os EUA do que os EUA com a China.


Assim que foi eleito, o Presidente dos EUA resolveu repactuar as taxas de importação de mercadorias, colocando em prática a política “America First”, que tem a intenção de fortalecer os produtos produzidos pela indústria americana em detrimento de produtos importados.


Assim, os EUA passaram a tarifar uma série de produtos produzidos de outros países, especialmente na China.


A China, por sua vez passou a contra-atacar os EUA, estabelecendo também tarifas adicionais para produtos que eram importados dos EUA.


Com isso, deflagrou-se uma guerra comercial entre ambos países.


Os efeitos dessa guerra no mercado de câmbio é a diminuição do comércio internacional, e o retorno de dólares que estavam investidos em mercados de países emergentes, como o Brasil, para mercados considerados como mais seguros, com os investidores em busca de maior segurança seus investimentos.


Com menos dólares no Brasil, mais uma vez existe uma pressão para que a cotação do dólar fique mais cara por aqui.


CRISE NA ARGENTINA


Por último, vamos comentar sobre a crise na Argentina: desde que o país resolveu se abrir para o mercado financeiro mundial e calculou o verdadeiro valor de sua economia, liberando ações de subsídios e congelamentos de preços, já ficou claro que a economia Argentina estava muito debilitada, chegando ao ponto de ser necessário recorrer ao apoio do FMI para garantir reservas financeiras para honrar seus compromissos.


Esta situação se agravou um pouco mais quando o candidato da oposição passou a liderar a corrida presidencial, fato que foi interpretado pelos credores internacionais como um aumento de risco de insolvência, o que ocasionou fuga em massa de capitais da já debilitada economia Argentina.


A Argentina é um dos principais importadores de produtos brasileiros, e o fluxo de dólares oriundos dessas compras é muito considerável em nossa economia, e essas importações tendem a diminuir com o passar do tempo com o agravamento da crise naquele país.


Assim, quando o fluxo de dólares oriundos das exportações deixa de entrar, mais uma vez a cotação do dólar no Brasil tende a subir.


CONCLUSÃO


De acordo com a análise dos principais noticiários econômicos, a alta recente do dólar se deu por três razões: a queda da taxa SELIC de juros, a guerra comercial entre EUA e China e a crise na Argentina;


Contudo, no futuro, novos fatores ainda podem ocorrer na economia interna e externa, como, por exemplo, a crise de imagem ocasionada pelas queimadas na Amazônia, tornando ainda mais complexa a avaliação sobre a tendência no preço da moeda.


Cabe ao leitor avaliar e acompanhar cada um destes fatores, e constatar se existe previsão de melhora na entrada de dólares na economia brasileira, ou se a tendência é dos fluxos de moeda internacional diminuírem ainda mais, ocasionando alta ainda maior na moeda estrangeira.


Embora os fatores supracitados tenham ocasionado altas nas cotações de moeda estrangeira até agora, considera-se que a economia brasileira ainda está preservada, tendo passado ao largo das principais crises internacionais até agora, e com um volume considerável de reservas internacionais para dar liquidez financeira à sua economia.


Ademais, com a evolução da agenda de reformas, existe uma tendência de organização fiscal do Brasil, fator que traz certo otimismo. Assim, mesmo com uma moeda menos valorizada, é possível que o país consiga manter um viés de crescimento e que as pessoas possam continuar viajando para o exterior sem maiores prejuízos.


Por fim, entendemos que o momento de alta da moeda ocasiona uma sensação de angustia em muitos clientes que deixaram para comprar a moeda perto da viagem, achando que a moeda iria cair.


Porém, deixamos a mensagem de que esta angústia não deve estragar o prazer de viajar para o exterior, e também não deve levar o cliente a tomar decisões desesperadas, de procurar aventuras como “dólar para entrega no futuro”, ou “doleiros”. Isso sim, pode trazer problemas bem maiores para os viajantes.


É hora de manter a serenidade, contar quanto tempo ainda falta para a viajem, e se organizar para fazer uma aquisição inteligente de sua moeda em uma instituição de confiança.


A Red Gold Câmbio se coloca à inteira disposição dos clientes para tirar eventuais dúvidas, e continua oferecendo cotações justas para aquisição de moedas estrangeiras.


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Nota do Autor: A presente análise é simplificada, e tem o condão de informação aos clientes da empresa, com base a avaliação dos especialistas obtidas nos principais noticiários econômicos. Este artigo não tem o condão de afirmar que a moeda irá cair ou subir, deixando esta avaliação a cargo dos próprios leitores.

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